terça-feira, 11 de novembro de 2008

DEMOKRATIA


De origem grega, surge-nos mais que uma palavra, uma ideia de organização política, que nos nossos dias não encontra rival à altura, mas que para a maioria dos comuns mortais significa apenas o chavão capital dum qualquer manual de iniciação política.
Tão vilmente utilizado em determinados períodos históricos, até do nosso país, o termo parece, nos dias de hoje, cair numa banalização; mas mais que o termo, é o seu substrato que fascina pensadores e filósofos intemporais.
Ora vocês a esta altura devem estar a pensar quem é o parvalhão de treta que vos escreve, armado em Sócrates (o filósofo, claro!), cheio de grandes construções frásicas.
Passo a explicar.
Durante a última semana, e à data que vos escrevo, deparo-me com dois acontecimentos, tão díspares nos parecerão, que à luz desta reflexão fazem todo o sentido de estarem num mesmo plano (é mais forte do que eu levar a coisa sempre pró discurso floreado e, vá, amaricado……).
O primeiro deles é a eleição do 44º Presidente daquela que é ainda considerada a maior super-potência mundial, considerados todos os possíveis critérios de análise.
Barack Obama, e a sua eleição para a presidência da terra das oportunidades, são o espelho fiel do que é na verdade uma democracia. O sonho americano está mais real que nunca, e um planeta inteiro suspira por um acordar dócil, contudo, urgente. Mas esta eleição representa também uma lição: “YES, We Can!”. Um negro, com ascendência Queniana, tornou-se no homem mais poderoso do Mundo. É uma lição que a democracia dá a lobbys e a políticas cerradas à verdadeira representatividade, e marca uma posição global: o poder de governar um país será de que mais bem preparado estivar para o cargo, alheando-se a quaisquer grupos de interesse. Uma nota interessante é a de que os eleitores de Obama são grupos classicamente definidos com minorias “sociais”, no que diz respeito à vontade geral de um povo: as mulheres, os negros e os emigrantes, no caso, hispânicos. Foi a vontade real de toda uma nação que ditou um virar de página na História da Humanidade… ou assim o esperamos.
O segundo acontecimento é exactamente o oposto: a negação, através da crítica ignóbil, de uma das acepções da “mesma” democracia, a manifestação pública.
Porque a democracia é também o sinónimo de uma sociedade que garante a liberdade de expressão e na qual não existem distinções ou prevalências de quaisquer tipo de classes ou ideias. E assistir às declarações, quer do Sr. Secretário de Estado da Educação, quer da Sra. Ministra da Educação (embora com um menor grau de insolência!), a propósito da MEGA manifestação do passado Sábado, em Lisboa, é negar, não só o evidente, e de uma maneira arrogante, indo de encontro à linha de orientação a que este Governo já nos habituou, mas um direito Constitucionalmente consagrado, coisa que esses senhores certamente descuidarão. Podemos não concordar, podemos até retrucar, mas nunca desrespeitar uma opinião; nunca, tendo esses senhores as responsabilidades acrescidas que têm; e muito menos quando essa é a opinião dos mesmos que legitimaram esses senhores para o exercício de funções governativas.
Essa superna Lei estatui o direito aos professores a não só livremente se manifestarem, enquanto cidadãos dum Estado de direito DEMOCRÁTICO, assente também no pluralismo de expressão, mas também, e enquanto sujeitos específicos duma classe profissional, a de professores, a “…participarem na gestão democrática das escolas…”.
De facto, nada parece igualar estes dois episódios recentes, à excepção da própria palavra democracia e as diferentes acepções com que nos deparamos. E é o caminho que, em cada caso, o povo e o poder político optaram por percorrer, e a maneira como o optaram fazer, que nos leva a indagar sobre a questão que me duvidar: seremos nós um país de tão brandos costumes?
E para finalizar, e porque se não disser agora uma coisa bonita sou imediatamente expulso desta Organização Não Conhecida, aí vai uma história, VERÍDICA (nem outra coisa se esperava da minha pessoa), que um primo dum conhecido do pai dum amigo meu me contou:


A Ministra da Educação entra na clínica onde tinha marcado uma consulta de cardiologia. Após cerca de uma hora de espera é chamada ao consultório, dizendo-lhe o médico de imediato:

- Por favor dispa-se e abra as pernas .

Espantada, a Ministra da Educação responde:

- Mas, Sr. Dr. ... eu marquei uma consulta de cardiologia.

E o médico esclarece-a de imediato:

- Eu sei, minha senhora, mas eu sou o médico de substituição e sou ginecologista.
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by Iur

8 comentários:

Anónimo disse...

Pá, estou sem palavras!!
Ou melhor, tenho 3 palavras: ÉS UM ANIMAL!!!
O texto está muito giro e não pode. O texto está serio e não pode. O texto foi escrito por ti, Iur, e não pode.
Tu és o elemento invisivel deste blog parvo.
Queres que ele deixe de ser parvo,é? Queres acabar com ele? Sê sincero!! Responde lá!!
Eu sei que foi a tua primeira vez e a primeira vez é sempre uma seca, nunca deixa saudades, por isso logo que possas escreve a segunda!!
És um bandalho!!
És parvo, mas tens vergonha de assumir...isso é feio, Iur!!!!

Anónimo disse...

eh pá...e eu a pensar que neste bolg era só parvoíces....e vai me este senhor e escreve no blog (logo aqui, uma novidade!!) um post tão interessante e pertinente. assim não dá ...é um defraudar de expectativas como há muito não se via. Já me faz lembrar o fcp, que fez tudo para dar a entender que ia ser envergonhado pelo Dínamo e pelo Sporting, e afinal chega a horinha e , sem apelo nem agravo, volta a dar alegrias aos portistas!!! Já nada é previsível neste mundo... :p

Anónimo disse...

Não é possível....N-Ã-O é possível...o Iur teve um tempinho p nós...ele escreveu neste espaço tão afamado da palermice...esta foi a reacção mais espontanea...agora vou ler o post...volto já;)

A Loira

Anónimo disse...

Oh q orgulho eu tenho neste rapaz....nunca me enganou...é este o nosso Primeiro dentro de uns anos...já me tou a imaginar:
-tou sim boa tarde, gabinete do Sr. Primeiro Dr Iur...
-...
-Catarina...ah claro vou já passar...mas o Sr Primeiro diz que vai ao Pixote com toda a certeza.
...

Ah o nosso menino que escreve tão bem...

Beijos p si Iur

Anónimo disse...

Este sujeito é,tal como diz o cris,um animal!A escrever assim,ainda somos contactados por algum canal televisivo pa t contratarem pa fazer cronicas semanais!Mas k é isto?Cenas nao parvas no nosso parvo blog???Parece o Socrates a falar...ehehehe...va,fui mauzinho! O Iur tem d começar a baixar o nivel.Ta mt elevado para este blog.Anda com crises d identidad,o animal.Mas como foi a 1ª vez,tens desconto. Siul

Anónimo disse...

Mas quem é esse tal de Cris???! Não vejo aqui nada escrito por ele!!
LoooL
_________
[S I R C ]

Anónimo disse...

lol...ups...enganei-m...

Anónimo disse...

siul tu és mm mm loiro...afinal quem é esse cris q ninguem conhece?????????e depois a loira sou eu...loooooooooooooooooooooiro...beijos p o Siul, Sirc e Iur...mandava p esse tal Cris mas como n sei quem é;)

Catarina